Tendências para a indústria em 2018

Experimente conversar com profissionais da indústria sobre tendências para o mercado. É comum para quase todos e fascinante notar que estamos vivendo em uma era de transformação.

O uso da tecnologia, a mudança das relações de trabalho e a facilidade para solucionar problemas antigos estão transformando o mundo cada vez mais rápido. Todo o dia surge uma tecnologia disruptiva que dura semanas, meses ou alguns anos e que modifica a forma com que as pessoas e empresas interagem.

As indústrias começam a sentir o impacto destas transformações quando:

– O consumidor pesquisa, experimenta e varia seus hábitos de consumo com frequência;

– A barreira para novos entrantes é cada vez menor fazendo a concorrência aumentar a cada dia;

– Com a facilidade para adquirir informações e com a curiosidade do consumidor em aprender, muitas vezes ele prefere fazer do que comprar pronto.

Todos esses aspectos começam a interferir nas indústrias à medida em que o consumo se modifica e não deixa rastros de como agir. Então, as fábricas precisam sempre se modificar e atender às necessidades cada vez mais inconstantes dos consumidores.

E como fazer com que uma indústria que nasceu para produzir um produto específico consiga acompanhar este ritmo de mudanças?

O conceito da Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0 está intimamente ligado a estas transformações. Seu principal objetivo é tornar uma fábrica capaz de produzir produtos personalizados e em massa.

 

Ainda que pareça uma ideia bem longe da realidade da maior parte das indústrias do Brasil, mesmo que indiretamente, seus conceitos passam a ser utilizados por questão de necessidade e de adequação à realidade do mercado.

Conversando com muitos profissionais da indústria e analisando as tecnologias que estão surgindo, é possível perceber que para o ano de 2018, as indústrias devem buscar soluções para:

– Aumentar o mix de produtos produzidos para atender a diferentes necessidades do mercado;

– Diminuir o tempo entre pesquisa e desenvolvimento de um produto e o lançamento no mercado. Uma vez que as mudanças estão cada vez mais rápidas, não faz sentido pesquisar durante seis meses para lançar um produto;

– Coletar informações relevantes das máquinas para ajudar na gestão das máquinas e processos.

– Adequação gradativa às normas de segurança que cada vez mais estão sendo requisitadas.

É importante notar como cada indústria está reagindo a este novo cenário. Enquanto muitas estão aguardando para ver onde estas transformações vão levar, outras estão variando mais e mais os produtos produzidos para encontrar o que se adequa mais à necessidade do consumidor.

Estudar o consumo não é uma ciência exata. É mais fácil investir em melhorias, produzir pouco, testar e errar rápido do que ficar parado esperando entender o perfil de algo que se modifica a todo instante.

 

Átila Santos

Engenheiro de Aplicação | Application Engineer

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